Construção de instalação - Vik Muniz - Relatório Final
Tendo este trabalho surgido de outro, da disciplina de Desenho ligado a Vik Muniz no meu caso, posso desde já dizer que houve uma ligação entre os dois.
Surgiu desde logo a ideia de construir uma espécie de parede de onde surgiriam estruturas tridimensionais, texturas e conceitos com grande simbologia ligados a Vik e à sua pessoa. No início desta construção, comecei por assinalar e anotar o que iria precisar para que a minha ideia se pudesse concretizar. Um grande cartão, fita de cassete, um espelho, mapas, fio de nylon, tubos de cartão, duas luvas, areia, cola branca, primário aquoso, e vários materiais ligados às obras do meu autor. Após este procedimento, passei à procura e recolha de materiais, tendo, inicialmente, dado mais importância à procura do tal cartão que seria de frigorífico, pelo que representava quase que como uma base para todo o meu projecto. Andei de loja em loja em busca do tal cartão, mas não encontrava pelo que ou eram pequenos, ou frágeis e maleáveis. Tive a sorte de o meu pai me ter arranjado, não um, mas três caixas de frigorífico, que levei para a aula, onde o abri e coloquei de um modo não totalmente aberto pelo que queria que desse a sensação de "envolvimento", que atribuo a Vik Muniz. Seguida desta colocação, passei ao estudo do espaço, e comecei por anotar a lápis no próprio cartão, onde iriam ficar os objectos. Marcados os sítios, dei início à colocação dos tubos em locais estratégicos e pensados. De seguida pus o espelho e criei uma textura de uma ilusão de sombra, não muito definida. Ao lado desta coloquei duas luvas com algum enchimento de uma espécie de palha que simboliza o que Vik dá, não só como uma mão ajuda a quem mais precisa mas também pela sua dedicação e a sua entrega a cada obra em particular. Após a sombra ter secado, coloquei dois fios de nylon a partir do rosto desta que se ligam ao mapa por mim colocado no lado oposto da "parede". Num dos fios de nylon encontra-se uma pequena figura humana por mim construída com arame que simboliza a estrutura que Vik não tem medo de deixar à mostra, aproveitando-a muitas vezes.
No mesmo lado do mapa encontram-se postais e envelopes ligados à comunicação, não só pela ligação que Vik estabelece com os diferentes países, mas também pela comunicação que as suas obras estabelecem connosco. Já quase no final deste trabalho decidi construir uma espécie de prateleira onde se encontram objectos colocados de modo natural e não forçado, usados por Vik nos seus trabalhos de grandes escalas e não só. Após a integração da prateleira no meu trabalho, dispus a fita de cassete por todo o cartão, com diferentes alturas e maneiras de cair. Finalmente, já no final decidi integrar também a palavra, a escrita, que seria visível por uma abertura alinhada pelo prolongamento da linha do espelho no próprio cartão "base". Estas serão visíveis de diferentes ângulos e surgem em diferentes escalas, emolduradas por cartolina. Em todo o meu trabalho, decidi deixar os materiais na sua forma natural, sem alterações, havendo uma referência indirecta a Vik Muniz, pelo que também ele não alterava os materiais, tirando até partido das características próprias de cada um.
Posso, em suma, dizer que este foi um trabalho que tive bastante gosto em fazer, pelo que me permitiu trabalhar numa escala na qual nunca antes tinha feito nada, o que me abriu mais horizontes e ideias. Gostei muito!
"Mais um projecto, mais um feito. Mais um final com um novo começo."- Marta Costa





