sexta-feira, 3 de maio de 2013




OMB –“Uma Esplanada sobre o Mar”

Grupo: Teresa Fonseca & Marta Costa;
Início: 19.04.2013

    Guião:

Nº Plano
Tipo de plano
Espaço Temporal e Físico
Diálogos
Som Directo
Efeitos Sonoros
Efeitos Visuais
Música
T.P
T.T
1
Geral
Tarde solarenga; Espaço aberto/paisagem em Ferreira do Zêzere.
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(consoante as condições envolventes)
Natureza:
-Vento;
- Movimento das folhas;
- Pássaros.
Slow Motion –
(não demasiado)
(a decidir)

1ªC
2
Inteiro
3
Geral
Rotação de 180º

Tarde solarenga; Espaço aberto/casa integrada na paisagem.
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(consoante as condições envolventes)               

                               
Narração + Natureza:
-Vento;
- Movimento das folhas;
- Pássaros;
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(a decidir)

4
Pormenor
(mãos)
Tarde solarenga; Espaço aberto/paisagem em Ferreira do Zêzere.
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(consoante as condições envolventes)
Narração + Natureza:
-Vento;
- Movimento das folhas;
- Pássaros;

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(a decidir)

5
Pormenor
(folha de árvore)
Jardim Zoológico
“É necessário valorizar o que temos…”; “Não subestimes a nossa realidade”; Risos da rapariga
(consoante as condições envolventes)
Narração sobre o valor da vida
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(a decidir)

2ªC
6
Inteiro
Espaço exterior, com vegetação e piscina
(“Parabéns!”)
(Não há)
Narração: "O que temos hoje podemos não ter amanhã, aproveita a vida simplesmente porque sim, confia nela. Fotografa-te nela e desenha os teus defeitos para que possam ser apagados ou pelo menos, esbatidos. É necessário valorizar o que temos hoje... Pois o amanhã é imprevisível e não deve ser desculpa para sobrevalorizar tudo o que existe, nos rodeia e nos faz ser quem somos”.
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(a decidir)

3ªC
7
Sequência de um plano Geral para Grande Plano
Espaço exterior, com ligação à barragem
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(Não há)
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(a decidir)

4ªC
8
Pormenor (cara da rapariga)
Espaço com abertura ao céu
"Devias vir ver-me a cantar (pausa) Mas ver-me, com vontade e entusiasmo de viver!"
(Não há)
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(a decidir)

5ªC
9
Americano
Espaço exterior, com atmosfera algo obscura
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Tremores, desespero, ansiedade.
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(a decidir)

10
Pormenor ao telemóvel, com SMS
Espaço exterior, com atmosfera algo obscura
*Morada*
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(a decidir)

11
Sequência de um Plano Inteiro para Grande Plano
Alternância de cenários
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(Não há)
Tremores, desespero, ansiedade.

"A imprevisibilidade da vida, devia-nos fazer tomar conta dela, e nunca desperdiçá-la."

Som agudo e prolongado no final da cena
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Música de suspense.

5ªC
12
Geral
Espaço Interior, quarto
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(Não há)
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(a decidir)

6ªC
13
Sequência de um Grande Plano
Espaço interior

(Não há)
“Imagino-a sozinha, sentada, a ver a paisagem, relembrando-se de mim, relembrando-se de nós, desejando que eu ali aparecesse, para ela e com ela… Amor, quantas vezes te avisei sobre a vida? Abanões que nos abalam e mudam a nossa maneira de pensar, de agir. Não fiques aí..parada, especada, a olhar ou procurar algo que no fundo, sabes que já não existe... A vida molda-nos e esculpe-nos à maneira dela, por isso cabe-te a ti, seres quem és e explorares a aproveitares de verdade as maravilhas que te rodeiam. Ver-te assim..perturbada, deitada, imóvel e estática, assusta-me, provoca-me ansiedade. Pára de chorar e levanta-te, vive por mim, por nós! Desfruta dos momentos, das paisagens, da arte, de tudo o que puderes. Porque não estás a reagir ao que te digo?! Fazemos assim, depois contas-me tudo. Sei que o que sentes te assusta e deixa saudades, mas a força que existe em ti supera-te a ti e à complexidade da vida, cujo teu maior objectivo por agora, não é vivê-la, mas sobreviver-lhe. Sente, experimenta, expressa, toca, cheira, olha, vê e ama. Reage! Agora! Por favor"
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(a decidir)

7ªC
14
Geral
Tarde solarenga; Espaço aberto/paisagem em Ferreira do Zêzere.
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(consoante as condições envolventes)
Natureza:
-Vento;
- Movimento das folhas;
- Pássaros.

"O que mais simples é, melhor se torna..."

(a decidir)

8ªC

15
Pormenor a uma flor




OMB –“Uma Esplanada sobre o Mar”
   
   Grupo: Teresa Fonseca & Marta Costa;
   Início: 19.04.2013

       Argumento:  

             Podemos desde já dizer que existe um jogo de Passado, Presente e Futuro que ocorre entre duas personagens principais, das quais uma nunca chega a aparecer. Todavia toda a história é também feita em torno dela. O filme alternará entre cenas harmoniosas e outras mais violentas a nível psicológico, para que evitemos a monotonia ou o óbvio. Pela nossa voz e a de uma personagem masculina, algumas cenas serão narradas, como que um narrador, que ao mesmo tempo participa na acção e no decorrer da história, que conhece o que se passa.
                A curta terá início com o Plano Geral de um espaço aberto, ao ar livre, de onde surgirá, integrada nela uma personagem, já com alguma idade, que se encontra de costas para o espectador, sozinha com ela própria. Ouve-se a Natureza, sente-se a calma e observa-se o movimento das folhas provocado pela melancolia do vento, que do mesmo modo agita e desloca os cabelos suaves e aloirados, mas frágeis como a história se revelará. Aqui começa a narração. Deste espaço, haverá uma transição para o que a personagem não observa e de seguida para o que observa, havendo uma alusão a duas possíveis interpretações que no final poderão ocorrer consoante a visão dos espectadores. O que não observa representa o que ela não viveu, não viu … e o que observa simboliza tudo o que viu e faz questão em relembrar. De seguida, surgirá um Plano Pormenor das mãos da personagem, que, envelhecidas, expressam vida, movimentando-se de modo suave, como que com cumplicidade, orientando para o avanço da acção. As mãos unem-se uma na outra e nelas surgem palavras que se apoiam sobre as linhas das mãos, palavras como: “ver”, “olhar” e “relembrar”. - durante este decorrer da acção há uma narração sobre o significado da vida e a importância e valor que devíamos atribuir a tudo.
              A partir de aqui, a tal senhora relembra um pouco do que já foi, viaja ao seu passado, onde a primeira imagem que lhe surge é uma folha, simples e comum, à qual associa as suas nervuras às linhas que todos temos “desenhadas” nas mãos. Esta é a primeira memória que lhe surge, onde se ouve uma voz masculina, alusiva ao rapaz, que lhe pede para ver, sentir e apreciar a beleza desta folha, que nos passa despercebida como um objecto vulgar que se repete e repete-

  -"O que temos hoje podemos não ter amanhã, aproveita a vida simplesmente porque sim, confia nela. Fotografa-te nela e desenha os teus defeitos para que possam ser apagados ou pelo menos, esbatidos. É necessário valorizar o que temos hoje...pois o amanhã é imprevisível e não deve ser desculpa para sobrevalorizar tudo o que existe, nos rodeia e nos faz ser quem somos”.-

           Posteriormente surgirão vídeos “caseiros”, em que a personagem principal é ela e o realizador é ele. Momentos, situações, acontecimentos. Num dos vídeos finais, ouve-se a tal voz masculina, num tom sério e calmo:

- “Devias vir ver-me a cantar (pausa), mas ver-me, com vontade e entusiasmo de viver!”-

que termina com uma expressão confusa no rosto da rapariga. Logo de seguida surge uma lembrança de receber um telefonema, que a deixa apavorada, seguido de uma mensagem de texto com uma morada escrita. Recorda-se de correr, em stress, em pânico, com medo, por vários cenários, abertos, escuros, bizarros, claros, sendo um som agudo e prolongado que termina esta cena.

- "A imprevisibilidade da vida, devia-nos fazer tomar conta dela, e nunca desperdiçá-la."-

           Já noutro local, que se assemelha a um quarto, mal iluminado e com uma atmosfera intensa, encontram-se duas pessoas, uma apoiada noutra, como que numa despedida, um último adeus…A partir deste ponto, surge a tal voz masculina que começa a narrar, o que ele imaginaria que seria a vida da rapariga se ele morresse,

- “o que ela não veria, o que eles não viveriam”; 
- "Amor, quantas vezes te avisei sobre a vida? Abanões que nos abalam e mudam a nossa maneira de pensar, de agir. Não fiques aí..parada, especada, a olhar ou procurar algo que no fundo, sabes que já não existe... A vida molda-nos e esculpe-nos à maneira dela, por isso cabe-te a ti, seres quem és e explorares a aproveitares de verdade as maravilhas que te rodeiam. Ver-te assim..perturbada, deitada, imóvel e estática, assusta-me, provoca-me ansiedade. Pára de chorar e levanta-te, vive por mim, por nós! Desfruta dos momentos, das paisagens, da arte, de tudo o que puderes. Porque não estás a reagir ao que te digo?! Fazemos assim, depois contas-me tudo. Sei que o que sentes te assusta e deixa saudades, mas a força que existe em ti supera-te a ti e à complexidade da vida, cujo teu maior objectivo por agora, não é vivê-la, mas sobreviver-lhe. Sente, experimenta, expressa, toca, cheira, olha, vê e ama. Reage! Agora! Por favor" . -

         Há assim uma referência ao Futuro, ou a um suposto futuro, irá acontecer? Isso cabe ao espectador. A sua primeira frase, deste discurso que se alonga é:

- “Imagino-a sozinha, sentada, a ver a paisagem, relembrando-se de mim, relembrando-se de nós, desejando que eu ali aparecesse, para ela e com ela…”.

          Dito isto, voltamos à verdadeira actualidade, ao Plano Geral do início, estabelecendo uma ligação entre começo e fim da vida, onde a senhora que de tudo se relembrava, volta a surgir, no mesmo local, da mesma maneira. E como que por magia, ele surge, mais velho, oferecendo-lhe a simplicidade de uma túlipa…e dizendo:

  - "O que mais simples é, melhor se torna..."- frase final.

            Será ele, ou conheceu outra pessoa entretanto? Estará só a imaginar? Ou a alucinar?  


OMB –“Uma Esplanada sobre o Mar”

   Grupo: Teresa Fonseca & Marta Costa;
   Início: 19.04.2013

       Sinopse:

A nossa curta, baseada no conto de Vergílio Ferreira- “Uma esplanada sobre o Mar”- aborda, de certo modo temas que lhe estão subjacentes, de modo indirecto e não óbvio. Tudo se passou, passa e passará. É uma história de uma jovem rapariga que relembra o que viveu com um rapaz com quem uma vez namorou. O rapaz nunca aparece com uma presença física, mas sempre psicológica, sempre presente. Memórias que resultam numa dúvida do espectador. No final, a rapariga volta a surgir como uma senhora idosa. O tempo passa…e as coisas não são vistas, apreciadas.
            Alucinar, imaginar, realizar.

quarta-feira, 1 de maio de 2013



            - Vídeo OFA: -

   O meu vídeo tem como tema central e principal, as mãos. As mãos são mais do que meras partes do nosso corpo, posso até dizer que muitas vezes são subestimadas. As nossas mãos envolvem mais do que pensamos, e todos os partidos que podemos tirar delas, são inúmeros. Deste modo, após a fase inicial do trabalho estar completa - a escrita dos textos ligados às imagens apresentadas pela professora - passei à sua análise e ligação, por meio das mãos. Decidi, desde logo estabelecer uma ligação entre os títulos que tinha atribuído e criar um meio de ligação entre elas, pelas mãos. Assim deste modo, enuncio em baixo as minhas ideias, que, obviamente, se irão alterar e moldar de acordo com o decorrer do trabalho. Aqui estão elas:

               - Antes de mais, anterior à apresentação do vídeo seriam distribuídos uma espécie de panfletos por mim feitos, com uma frase sobre as mãos que eu própria criarei, como que "para abrir o apetite à visualização";

              - O início da visualização poderia ser dado pela colocação de um recorte de mão na frente da lâmpada de um projector. Deste modo surgiria a sombra de uma mão, na qual, em parceria com palavras introdutórias ao meu trabalho, ligadas às imagens, seria dado o ponto de partida : força, medo, solidão..;

              - Algumas frases minhas: "As mãos são condutoras na leitura de uma obra de arte ou até de uma pessoa...revelam-nos o que por vezes não queremos revelar, mostram-nos, expõem-nos, fotografam-nos."; " Mãos novas, mãos velhas, pequenas ou grandes, serão sempre meras partes do Homem, cuja importância é subestimada"; "Linhas que se desenham e percorrem as nossas palmas, irregulares, como que nervuras ou raízes"; (...)

             - Temas a abordar: -(vídeos, fotografias, plasticidade)

             - Solidão:  "A solidão consome e desgasta - perturba"- Pensei em realizar um vídeo em que estando eu vestida de preto e com o rosto coberto, sobre um fundo negro, utilizaria umas luvas brancas, com o objectivo de destacar as mãos como que a chamar, a ajudar, ou até a procurar um fim que muitas vezes não tem fim, que acaba como começou, sozinho. Durante esta procura surge automaticamente uma ligação e apreciação de uma força algo melancólica, uma interacção;

             - Entrelaçados/Instinto » Vendados:  "O instinto é o primeiro movimento que dirige o Homem, entrelaçando-se o psicológico com o físico"- Existem vários tipos de instinto, o de proteção, o de receio, o de aceitar, o de sorrir, o de fugir, o de acenar... que agem por eles próprios, e não somente pelos sentidos...Deste modo, a minha ideia seria vendar-me a mim ou a outros e captar as suas expressões e reacções, captar o "primeiro movimento" que o corpo, o instinto, o leva a fazer, pelo que sente fisicamente, o que o leva a sentir e presenciar emocionalmente. Andar vendada. É pelas mãos que esta sensação da qual resultará um instinto vai ser, maioritariamente dada. Para experimentar usamos as mãos, exploramos com elas. A meu ver isto surgirá quase como uma dança, que procura sentir;

            - Cercados pelo medo: "O medo é receio, o medo é nosso, o medo é próprio, o medo assusta-nos, o medo prende-nos." e "O medo não pode ter tudo" - O medo é algo que já todos sentimos, cada um à sua maneira e com a sua intensidade, o medo é algo que não pode de modo algum limitar-nos, pelo contrário, deve resultar como um estímulo. Cercados, e encurralados, as mãos respondem à nossa alma e como resultado dela. Deste modo tinha pensado em mostrar uma sequência de imagens, como que uma stopmotion ou não, em que o medo se revela por gestos direccionados pela alma e interpretados pelas mãos e corpo. Talvez pudesse surgir a preto e branco, como que uma história que já vem à muito. Como que uma história que existe, quase já como um facto, que já vem há muito;

         - Em formação: "Tudo se forma e nasce, de um princípio que se torna um fim, de um fim que não tem fim." - Surgiria ligado a este tema a ideia de construir uma mão em gesso/barro/jornal numa escala aumentada da realidade, à qual surgiriam outras obras ligadas. Estas obras a que me refiro representam o "vaco" que se forma numa mão ao ser fechada, e o que ele representa.

          Mais ideias surgirão !