OMB –“Uma Esplanada sobre o Mar”
Grupo: Teresa Fonseca & Marta
Costa;
Início: 19.04.2013
Argumento:
Podemos desde já dizer que existe
um jogo de Passado, Presente e Futuro que ocorre entre duas personagens
principais, das quais uma nunca chega a aparecer. Todavia toda a história é
também feita em torno dela. O filme alternará entre cenas harmoniosas e outras
mais violentas a nível psicológico, para que evitemos a monotonia ou o óbvio.
Pela nossa voz e a de uma personagem masculina, algumas cenas serão narradas,
como que um narrador, que ao mesmo tempo participa na acção e no decorrer da
história, que conhece o que se passa.
A curta terá início com o Plano Geral de um espaço aberto, ao ar livre, de onde surgirá, integrada nela uma personagem, já com alguma idade, que se encontra de costas para o espectador, sozinha com ela própria. Ouve-se a Natureza, sente-se a calma e observa-se o movimento das folhas provocado pela melancolia do vento, que do mesmo modo agita e desloca os cabelos suaves e aloirados, mas frágeis como a história se revelará. Aqui começa a narração. Deste espaço, haverá uma transição para o que a personagem não observa e de seguida para o que observa, havendo uma alusão a duas possíveis interpretações que no final poderão ocorrer consoante a visão dos espectadores. O que não observa representa o que ela não viveu, não viu … e o que observa simboliza tudo o que viu e faz questão em relembrar. De seguida, surgirá um Plano Pormenor das mãos da personagem, que, envelhecidas, expressam vida, movimentando-se de modo suave, como que com cumplicidade, orientando para o avanço da acção. As mãos unem-se uma na outra e nelas surgem palavras que se apoiam sobre as linhas das mãos, palavras como: “ver”, “olhar” e “relembrar”. - durante este decorrer da acção há uma narração sobre o significado da vida e a importância e valor que devíamos atribuir a tudo.
A curta terá início com o Plano Geral de um espaço aberto, ao ar livre, de onde surgirá, integrada nela uma personagem, já com alguma idade, que se encontra de costas para o espectador, sozinha com ela própria. Ouve-se a Natureza, sente-se a calma e observa-se o movimento das folhas provocado pela melancolia do vento, que do mesmo modo agita e desloca os cabelos suaves e aloirados, mas frágeis como a história se revelará. Aqui começa a narração. Deste espaço, haverá uma transição para o que a personagem não observa e de seguida para o que observa, havendo uma alusão a duas possíveis interpretações que no final poderão ocorrer consoante a visão dos espectadores. O que não observa representa o que ela não viveu, não viu … e o que observa simboliza tudo o que viu e faz questão em relembrar. De seguida, surgirá um Plano Pormenor das mãos da personagem, que, envelhecidas, expressam vida, movimentando-se de modo suave, como que com cumplicidade, orientando para o avanço da acção. As mãos unem-se uma na outra e nelas surgem palavras que se apoiam sobre as linhas das mãos, palavras como: “ver”, “olhar” e “relembrar”. - durante este decorrer da acção há uma narração sobre o significado da vida e a importância e valor que devíamos atribuir a tudo.
A partir de
aqui, a tal senhora relembra um pouco do que já foi, viaja ao seu passado, onde
a primeira imagem que lhe surge é uma folha, simples e comum, à qual associa as
suas nervuras às linhas que todos temos “desenhadas” nas mãos. Esta é a primeira
memória que lhe surge, onde se ouve uma voz masculina, alusiva ao rapaz, que
lhe pede para ver, sentir e apreciar a beleza desta folha, que nos passa
despercebida como um objecto vulgar que se repete e repete-
-"O
que temos hoje podemos não ter amanhã, aproveita a vida simplesmente porque
sim, confia nela. Fotografa-te nela e desenha os teus defeitos para que possam
ser apagados ou pelo menos, esbatidos. É necessário valorizar o que temos
hoje...pois o amanhã é imprevisível e não deve ser desculpa para sobrevalorizar
tudo o que existe, nos rodeia e nos faz ser quem somos”.-
Posteriormente surgirão vídeos “caseiros”, em que
a personagem principal é ela e o realizador é ele. Momentos, situações,
acontecimentos. Num dos vídeos finais, ouve-se a tal voz masculina, num tom
sério e calmo:
- “Devias vir
ver-me a cantar (pausa), mas ver-me, com vontade e entusiasmo de viver!”-
que termina
com uma expressão confusa no rosto da rapariga. Logo de seguida surge uma
lembrança de receber um telefonema, que a deixa apavorada, seguido de uma
mensagem de texto com uma morada escrita. Recorda-se de correr, em stress, em
pânico, com medo, por vários cenários, abertos, escuros, bizarros, claros,
sendo um som agudo e prolongado que termina esta cena.
- "A imprevisibilidade da vida, devia-nos fazer tomar conta dela, e nunca desperdiçá-la."-
Já noutro local, que se assemelha a um quarto,
mal iluminado e com uma atmosfera intensa, encontram-se duas pessoas, uma
apoiada noutra, como que numa despedida, um último adeus…A partir deste ponto,
surge a tal voz masculina que começa a narrar, o que ele imaginaria que seria a
vida da rapariga se ele morresse,
- “o
que ela não veria, o que eles não viveriam”;
- "Amor, quantas vezes te avisei sobre a vida? Abanões que nos abalam e mudam a nossa maneira de pensar, de agir. Não fiques aí..parada, especada, a olhar ou procurar algo que no fundo, sabes que já não existe... A vida molda-nos e esculpe-nos à maneira dela, por isso cabe-te a ti, seres quem és e explorares a aproveitares de verdade as maravilhas que te rodeiam. Ver-te assim..perturbada, deitada, imóvel e estática, assusta-me, provoca-me ansiedade. Pára de chorar e levanta-te, vive por mim, por nós! Desfruta dos momentos, das paisagens, da arte, de tudo o que puderes. Porque não estás a reagir ao que te digo?! Fazemos assim, depois contas-me tudo. Sei que o que sentes te assusta e deixa saudades, mas a força que existe em ti supera-te a ti e à complexidade da vida, cujo teu maior objectivo por agora, não é vivê-la, mas sobreviver-lhe. Sente, experimenta, expressa, toca, cheira, olha, vê e ama. Reage! Agora! Por favor" . -
- "Amor, quantas vezes te avisei sobre a vida? Abanões que nos abalam e mudam a nossa maneira de pensar, de agir. Não fiques aí..parada, especada, a olhar ou procurar algo que no fundo, sabes que já não existe... A vida molda-nos e esculpe-nos à maneira dela, por isso cabe-te a ti, seres quem és e explorares a aproveitares de verdade as maravilhas que te rodeiam. Ver-te assim..perturbada, deitada, imóvel e estática, assusta-me, provoca-me ansiedade. Pára de chorar e levanta-te, vive por mim, por nós! Desfruta dos momentos, das paisagens, da arte, de tudo o que puderes. Porque não estás a reagir ao que te digo?! Fazemos assim, depois contas-me tudo. Sei que o que sentes te assusta e deixa saudades, mas a força que existe em ti supera-te a ti e à complexidade da vida, cujo teu maior objectivo por agora, não é vivê-la, mas sobreviver-lhe. Sente, experimenta, expressa, toca, cheira, olha, vê e ama. Reage! Agora! Por favor" . -
Há assim uma referência ao Futuro, ou a um
suposto futuro, irá acontecer? Isso cabe ao espectador. A sua primeira frase,
deste discurso que se alonga é:
- “Imagino-a sozinha, sentada, a ver a
paisagem, relembrando-se de mim, relembrando-se de nós, desejando que eu ali
aparecesse, para ela e com ela…”.
Dito isto,
voltamos à verdadeira actualidade, ao Plano Geral do início, estabelecendo uma
ligação entre começo e fim da vida, onde a senhora que de tudo se relembrava,
volta a surgir, no mesmo local, da mesma maneira. E como que por magia, ele
surge, mais velho, oferecendo-lhe a simplicidade de uma túlipa…e dizendo:
- "O
que mais simples é, melhor se torna..."- frase final.
Será ele, ou conheceu outra pessoa entretanto? Estará só a imaginar? Ou a alucinar?
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