sexta-feira, 14 de dezembro de 2012



            "Criação do meu espaço de exposição" - Iniciação ao Photoshop


                     Já tinha ouvido falar, mas nunca antes tinha experimentado este programa, o Photoshop. Para mim este foi um programa que se revelou complexo e trabalhoso, para o qual é necessário treino e atenção. Iniciada a teoria sobre o mesmo, apontei tudo no meu caderninho que me acompanha de OM, de modo a que mais tarde o pudesse consultar e orientar-me. 
                   Foi-nos sugerida a construção de um espaço arquitetónico, onde iriam ser expostos trabalhos meus, de modo harmonioso e equilibrado, cujas margens estariam orientadas e alinhadas umas com as outras de modo ao resultado ser agradável ao olhar. Comecei por colocar as imagens em perspetiva, seguindo o ponto de fuga respetivo. Após estas estarem dispostas a meu gosto, passei ao trabalhar das paredes, chão e teto. A parede à direita resultou, não só do que a professora ensinou em sala de aula, mas também de um tutorial que decidi ver em casa de modo a aprofundar os meus conhecimentos acerca deste programa. Na parede do lado esquerdo, utilizei uma imagem de luzes, tendo-a alterado pela opacidade, contraste, alterando também o efeito dessa. Já no teto coloquei uma imagem simples, tendo-a trabalhado com um filtro que lhe conferiu alguma textura, tal como voltei a fazer no chão. Finalmente no chão, marquei umas linhas que reforçam a perspetiva e profundidade, trabalhadas com efeitos e filtros, sobre as quais coloquei uma imagem minha como que sentada a receber os convidados. De modo a que parecesse mais real desenhei-lhe uma sombra para que, de certo modo, ganhasse volume.
                   Posso concluir e opinar que, para mim, este é um programa interessante e divertido de explorar  e sobre o qual quero saber mais no futuro. Para isso vou experimentar e procurar de modo a encontrar o que me vai levar e transportar para outro nível de maior prática, de maior experiência, de maior conhecimento.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012






            "Esculpir, Criar, Moldar, Alcançar"- Marta Costa

                Como já se começa a notar os arranques não são comigo, e neste trabalho isso não foi excepção!  Inicialmente, quis experimentar o arame na construção de espaços volumosos mas ocos, vazios no seu interior. Todavia, tal não me satisfez da maneira que procurava. Foi nesta altura que decidi trabalhar não num, mas em dois projetos: uma escultura a pasta de jornal que seria realizada em casa e outra, na escola a gesso. Estava na hora de criar!
                 Após uma pesquisa pessoal, na procura de técnicas e processos, dei por mim e o arranque já se tinha dado. Posso desde já dizer que, a meu ver, este projeto foi muito interessante e diferente do que alguma vez pensei fazer. Hoje sei e sou mais! Ambos os processos foram trabalhosos à sua maneira. Na escultura de jornal, cujo ponto de referência fui eu própria, posso dizer que fiz um molde inicial na minha própria cara, onde após a aplicação de condicionador para cabelo, coloquei tiras de jornal coladas a farinha e água. Cerca de 1h /1h:30 depois de estar a secar com o secador, apontando para a minha cara, retirei a forma e metade do molde já estava feito! Tenho de confessar que não foi fácil, mas que esta descoberta de dar e descobrir forma foi revigorante, incentivante. Reforçada a máscara com cola branca, passei à parte de trás da minha cabeça. Coloquei uma toca e apliquei nela mesma as tais tiras por mim anteriormente referidas. Durante este processo de construção do molde, cortei jornal e fui fazendo a pasta de papel que iria dar volume a esse mesmo. Já com o molde feito, passei ao seu preenchimento com a tal pasta, para a qual foram precisas muitas tiras de jornal. Calquei  de modo a que as formas saíssem o mais realistas possível. Passado cerca de dois dias, retirei a tal pasta que agora já representava uma forma e apercebi-me  da quase inexistência de expressão. Depois de tanto trabalho, esta tinha de ficar melhor! Deste modo, pus mãos à obra e aperfeiçoei as formas de forma a conferir-lhes realismo. O que me diz esta escultura? Quase que adormecida e apoiada nela própria, esta reflete de modo não muito sério, descansando de olhos fechados com um rosto calmo e sereno. Surpreendida e agradada com o resultado, podia já dizer: "Já fiz uma escultura!".
                   Durante todo o procedimento e caminho por mim anteriormente descrito, ocorria outro do mesmo grau de importância, a escultura a gesso. Nunca antes tinha trabalhado com gesso ou goivas e posso hoje dizer que gostei muito! Como surgiu? Comecei por construir uma estrutura a jornal e cartão que me ajudaria a dar início ao meu busto. Finalizada a tal estrutura mergulhei-a em gesso e após a secagem deste, retirei o que, por trás, dava "enchimento" à forma. Aplicada mais que uma camada de gesso, para que este fosse um busto forte e não frágil, estava na altura de esculpir, de encontrar a minha forma, a forma que queria e procurava. Comecei pelo nariz e pela zona dos olhos, traçando desde essa altura uma expressão forte e definida. Na aula seguinte passei à boca, fina e de cantos baixos poderia parecer revelar alguma tristeza. Faltavam os olhos, essenciais à expressão. Fechados levemente e de formas dadas ao contorno da cabeça a minha escultura, já lixada, estava assim terminada. O que me diz? Esta escultura, de rosto fixado e concentrado, de olhos fechados mas focados, tem um objetivo, um dever, quase que uma missão. Ela quer, e tem de conseguir, não se deixa desconcentrar ou desviar prioridades. No final, penso que posso dizer que, quem sabe, esta escultura pode, representar ou ser o meu retrato psicológico.
                  Em suma, posso finalizar dizendo que, na minha opinião, este trabalho foi do agrado de todos e permitiu-nos exceder-nos a nós próprios, ultrapassar-nos. "Já fiz duas esculturas!"



quarta-feira, 31 de outubro de 2012





Lisboa, 30 de Setembro de 2012


      -"Transfiguração"- Relatório Final 

       Inicialmente, já ciente do tema do trabalho e consciente dos objectivos que teria de alcançar, a realização deste não foi tão fácil como gostaria, todavia fui experimentando e explorando.

        Tal como todos, parti de uma imagem a preto e branco aqui exposta e comecei a riscar, mascarar, colorir, misturar e combinar cores, materiais e texturas. Explorei e experimentei diluentes, acrílicos, ingredientes básicos de cozinha, vernizes, cola branca, linhas, sprays, recortes e muito mais! Umas resultaram melhor e outras pior. Lembro-me bem da frase que me "lançou" neste trabalho tendo sido dita pela professora. No final da segunda aula, a professora disse-me: "Tu és mais clássica e isso não é um problema, faz a tua própria mona lisa." Inspirada e motivada, nesse mesmo fim de semana experimentei, arrisquei, combinei, procurei e edifiquei a minha(s) própria(s) mona lisas. Com doce, pedras, recortes, aparas, pós, sal grosso, açúcar e sanguínea dei continuidade a este caminho de procura e exploração da nossa criatividade e personalidade. Contente, surpreendida e entusiasmada, uma nova confiança surgiu e na aula continuei a explorar novos conceitos.
     Em suma, posso assim afirmar que para mim, "explorar" foi a palavra chave deste trabalho. Tudo envolveu exploração não só ligada a uma pesquisa intrínseca mas também extrínseca. É necessária atenção ao nosso quotidiano e às situações com que nos deparamos, pelo que sendo cada um como é, nunca se sabe o que nos pode inspirar ou "lançar". Deste modo, desenvolvida a minha imaginação, criatividade e engenho posso dizer que me encontro bastante contente com o resultado final aqui exposto e exibido. O processo foi positivo e interessante, a meu ver.



                       

                                  - "A arte é um reflexo da alma" -

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


     Lisboa, 19 de Outubro de 2012
     Relatório Final:

Assim iniciei e vou dar fim ao meu projecto de identificação, a este caminho que desde o início foi construído e elaborado de modo a que o final fosse resultado disso mesmo. Agora vos digo e conto sobre esse percurso e sobre os resultados e conclusões que dele resultaram.
     Deste modo começou. Tenho de admitir que o arranque não foi fácil. Mas quando é? Um pouco baralhada e confusa, tomei uma posição e decidi arrancar. Arranquei assim para Monsanto onde explorei conceitos de textura, perspectiva, enquadramentos, espaços, planos, iluminações e movimento. Acompanhada e com algumas ideias em mente e registadas num caderno que me acompanha, comecei a aplicá-las num meio que se parece distanciar da capital. Surgida a ideia de integração na natureza, explorei-a,  e "escondi-me" nela e nas suas formas. Desde saltar, a correr e "construir", tudo se passou em Monsanto. Terminada a primeira sessão da qual resultaram 157 fotografias, muito foi aprendido e problemas foram detectados quanto à utilização da máquina. Não desanimada,  mas determinada, na aula tirei apontamentos  e esclareci algumas dúvidas de técnica ligadas à máquina. Assim, decidi arrancar para o segundo lugar que tinha em mente: Baixa-Chiado. De acordo com o ensinado na aula ligado à abertura do diafragma e à velocidade e obturador decidi experimentar e "conhecer" as luzes. Comecei no meu quarto, e nessa mesma noite parti para o tal destino já enunciado por mim. Explorei as luzes dos carros, dos prédios, das varandas e janelas, e claro dos próprios candeeiros. Contente com os resultados, e com mais 189 experiências, a meta já se encontrava mais próxima. Já perto do final  e numa última experiência relatada neste blog por mim explorei a transfiguração, cor, o contraste, movimento e ritmo. Na procura da alteração da realidade, e da criação de um próprio espelho resultou algo criativo e que, em conjunto, se transformou em algo muito interessante a meu ver. Passo agora a enunciar as fotografias por mim escolhidas e à sua explicação. Ao modo como se enquadram em mim, e me identificam como pessoa e ser humano.

   -"SOU"-
   Alguém que é. Cada um é, de modo individual e particular, alguém. Alguém que parece e quer algo, alguém diferente e especialmente único.
   Para mim o processo de "ser", é algo que não surge só porque sim, surge pelo que foi vivido, presenciado e motivado. Assim surgem diferentes sujeitos com distintas maneiras de ser e viver. Eu, como individua, sou e procuro ser atenta e concentrada, focada em objectivos e metas que me levarão ao "querer". Interessada e de olhos abertos ao mundo, vou, quase que coberta totalmente pelo pessimismo e desespero que o mundo insiste em viver, continuar a procurar ser quem sou. De certo modo tímida, tenho tendência para estabelecer uma barreira que me protege e evita que me magoem. Todavia, esta vai-se auto-destruindo, pois vai-se criando uma força natural em mim e dentro de mim que se revela e vai revelando na minha maneira de ser. Atenta ao que me rodeia, procuro ser quem sou, e deixar passar pela minha barreira, aqueles que de mim já fazem parte, que me fazem SER!


 -"PAREÇO"-
   A todas as pessoas parecemos sujeitos diferentes, pela maneira como nos conhecem ou não conhecem, ou pelo que deixamos que seja transparente aos olhos dos outros, ou não. Nós, e a nós próprios nos podemos iludir dizendo que parecemos algo ou alguém, tentando ser o que não somos, não sendo quem verdadeiramente somos. O nosso interior, revela-se de certo modo no nosso exterior, na nossa pessoa. A meu ver, todos se conhecem e sabem quando são verdadeiros com eles próprios ou com os que os rodeiam.
   É desta linha de pensamento que consegui chegar à conclusão do que pareço aos outros e a mim própria. Assim vos digo: pareço uma rapariga que caminha e trabalha para um objectivo, para um futuro, que independentemente da agitação, manifestação ou confusão que a rodeia, esta não pára. Procuradora e determinada, esta por onde passa, reflecte timidamente, quase que de modo transparente alguma insegurança que guarda para ela própria. Assim surge como uma bolha, um escudo, que embora frágil e quase imperceptível a faz esconder por vezes quem é, com quem não conhece muito bem. Mas, aos poucos o escudo ilumina-se, e, com vontade, avança e reflecte momentos de alegria marcadas num sorriso e riso que partilha com os que lhe são mais próximos. Tais reflexos marcados na bolha, vão levá-la ao "ser", acompanhada dos que a fazem "querer", dos que a fazem "romper"-à bolha.

  -"QUERO"-

  O que quero para mim? Para os outros? Para quem?
      Estabelecida e instalada a ideia do "querer" em mim e na minha pessoa, posso dizer que para querer é preciso ser. Após demarcada e circundada a ideia de quem é o próprio sujeito, surge um caminho que simultâneamente se separa em vários a que chamamos de escolhas, tomadas com base nos valores e na formação que nos foi incutida. Nesta questão de identificação pensei, imediatamente na ideia do futuro, que ao mesmo tempo reflecte o meu "SER" e "PARECER". Torna-se deste modo como um elemento comum, fundamental na minha identificação como ser-humana. Eu realmente quero chegar longe, quero vingar e partilhar tudo e todas as oportunidades que me foram dadas. Assim, até ficar roca, vou "berrar" e trabalhar nesta casca de árvore, que se vai construindo em meu redor. Tudo envolve trabalho, esforço e dedicação. Eu quero um bom futuro, eu quero sucesso  e isso está sempre presente em mim e nas minhas escolhas ou/e motivações. Assim grito através de uma árvore, pelo que tal como uma árvore cresce e evolui, das simples semente aos frutos, eu acredito que o mesmo acontece com o futuro. Constrói-se. 
   No final quero poder dizer "era isto que eu queria".


    

sexta-feira, 12 de outubro de 2012



 

Lisboa, 12 de Outubro de 2012

       Já me encontro na fase final deste projecto de identificação e posso dizer que, em princípio, esta é a minha última publicação antes do relatório final que será a junção de todo o caminho percorrido e o encontro da meta se tudo correr bem, como se encontra encaminhado neste momento.
       Após o estudo e experiência realizada ligada à entrada de luz e abertura do diafragma, passei a uma última fase de experiência cujo objecto principal foi uma colher de servir a sopa. Pensei: "porque não criar o meu próprio espelho, cuja realidade é transfigurada de tal modo, que as imagens e formas se fundem e distorcem , influenciadas também pela luz ou pela falta dela." Já deitada na cama decidi começar a experimentar com a tal colher, o que a meu ver, resultou em algo interessante, diferente e que não é óbvio ou evidente aos olhos de qualquer um. Nessas fotografias estão presentes conceitos como: a luz, cor, tonalidades, contraste, movimento e a meu ver até alguma textura dada pelo riscar da colher.
       Mais uma experiência, que fará parte do meu percurso e da minha aprendizagem.  Já no final, tenho de decidir quais as minhas três fotografias finais, que melhor me identificam e que mais me chamam. Até à próxima publicação que, em princípio será o relatório final.

sábado, 29 de setembro de 2012




Lisboa, 29 de Setembro de 2012


        Explorar! Experimentar! Continuar!
        Boas notícias: já tenho a máquina de um tio e já lhe dei uso!
        Hoje procurei um novo espaço como cenário das minhas ideias e uma nova hora/momento do dia para dar continuidade ao meu projecto de identificação.
        Decidi explorar os efeitos das luzes, os seus contrastes, o seu ritmo, a sua harmonia ou total desequilíbrio! Comecei com pequenas experiências em casa que iam de acordo com o que a professora tinha explicado em sala de aula. Correram bem, e assim decidi arriscar e experimentar. Fui assim, já à noite, à Baixa-Chiado, onde há ruas, varandas, cafés, letras e lojas iluminadas que iriam fazer parte desta nova etapa. Explorei conceitos de profundidade de campo, dinâmica, harmonia e desarmonia, espaço e contraste.  Posso dizer que fiquei contente com o resultado final destas e que me surpreendi a mim própria.
       Derrubado o primeiro obstáculo por mim detectado, sinto-me motivada a continuar e trabalhar!
       "As luzes necessitam de escuridão para brilhar."

sábado, 22 de setembro de 2012




Lisboa, 22 de Setembro de 2012

      Hoje comecei por pôr em prática algumas das ideias que já tinha tido e registado num caderno que me acompanha diariamente, tendo no entanto também aplicado algumas, que me surgiram no momento. Experiências, técnicas e expressão comunicativa foram objectivos do dia de hoje. Escolhi um local: Monsanto. Pela sua variedade de texturas, cores, caminhos, lugares interessantes e quem sabe, misteriosos, pareceu-me   um cenário ideal para este projecto de identificação. Posso dizer que me encontro numa fase de conhecimento e procura, não só a nível do manuseamento da máquina a que tenho acesso, mas a mim própria, que agora e cada vez mais me interrogo: “quem sou eu?”; “o que pareço?” e “o que quero ser?”.
     
 Após algumas experiências e "testes" apercebi-me de que o percurso até ao resultado final vai ser longo e trabalhoso. Penso em pedir uma máquina melhor a um familiar e, claro algumas explicações sobre como lhe dar o melhor uso possível. Mais dois lugares, destinos, tenho escritos e registados em mim. Obstáculos e barreiras surgiram pela falta de conhecimento sobre a utilização da máquina, que têm de ser derrubados de uma maneira, ou de outra.
     Amanhã é um novo dia!